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RESPIRAR, MOVER, SENTIR: O CORPO COMO CAMINHO PARA ESTAR CHEIO DE VIDA

  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

 "Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade." — Alexander Lowen



Quantas vezes, ao longo do dia, você realmente habita o seu corpo?

Não apenas estar nele, mas senti-lo, escutá-lo, permitir que ele respire com liberdade e se mova com verdade.

No ritmo acelerado da vida, muitas vezes nos afastamos dessa presença. O corpo vai sendo silenciado em nome das demandas, das responsabilidades, das adaptações. Respiramos curto, como quem ocupa pouco espaço no mundo. Movemo-nos de forma automática, sem escuta. E, pouco a pouco, vamos amortecendo aquilo que sentimos, como uma tentativa sutil de não transbordar.


Mas o corpo não esquece.


Ele registra, acumula, sustenta. Ele guarda histórias que, muitas vezes, a mente já não alcança mais. Tensões crônicas, respiração superficial, rigidez, cansaço constante… são, muitas vezes, expressões silenciosas de uma vida que deixou de fluir com liberdade.


Na perspectiva da Psicoterapia Somática | Corporal, como nos ensina Alexander Lowen, estar cheio de vida não é um estado mental, nem um ideal a ser alcançado. É uma experiência corporal. É algo que se sente, ou se perde, no próprio organismo.


E talvez o caminho de volta não seja complexo.


Talvez ele comece pelo mais simples e, ao mesmo tempo, mais esquecido.


Respirar: é permitir que a vida entre


Respirar profundamente é um ato íntimo de abertura.


Não se trata apenas de inspirar mais ar, mas de permitir que o corpo se expanda, que o peito se mova, que o abdômen se solte. É um gesto que dissolve defesas sutis, aquelas que aprendemos ao longo da vida para conter emoções, para suportar o que foi difícil, para seguir funcionando.


Quando a respiração é curta, algo em nós também se retrai. Quando ela se aprofunda, algo começa a voltar.


A respiração amplia a presença. 

Ela devolve o corpo ao agora.


E, muitas vezes, ao respirar profundamente, não vem apenas o ar, vêm também sentimentos, memórias, sensações. Por isso, respirar é também um ato de coragem.


Mover-se: é devolver fluxo ao que foi contido


O corpo precisa de movimento para permanecer vivo. Mas não qualquer movimento. 

Não aquele automático, repetitivo, funcional.


O movimento que cura é aquele que nasce da escuta.


É o alongar que surge espontaneamente. 

O balanço sutil do corpo. 

O tremor que libera uma tensão antiga. 

A dança que não precisa de forma. 

O espreguiçar que devolve espaço interno.


Quando o corpo se move com liberdade, ele reorganiza aquilo que estava estagnado. Emoções que não puderam ser expressas encontram caminhos. A energia volta a circular. O organismo se regula.

Mover-se, nesse sentido, é permitir que a vida volte a fluir onde antes havia contenção.


Sentir: é o reencontro com a verdade interna


Talvez este seja o ponto mais delicado e também o mais transformador.


Sentir com intensidade não significa ser dominado pelas emoções. 

Significa permitir que elas existam, atravessem e se revelem.


Sentir a alegria sem contê-la. 

Sentir a tristeza sem rejeitá-la. 

Sentir a raiva sem precisar negá-la. 

Sentir o amor sem medo de se abrir.


Durante muito tempo, aprendemos que sentir demais era perigoso. Então, fomos nos protegendo, criando camadas de anestesia, de racionalização, de distanciamento.


Mas essa proteção tem um custo: ela também nos afasta da vitalidade.


Porque não é possível bloquear apenas a dor. 

Quando fechamos a porta para o sentir, fechamos também para a vida.


Retornar ao sentir é um caminho de reconexão com a autenticidade. É permitir que o corpo volte a ser um canal vivo de experiência, e não apenas um suporte funcional para existir.


O corpo como caminho de retorno


Estar cheio de vida não é sobre fazer mais, produzir mais ou controlar mais.


É sobre estar.


Estar presente no próprio corpo. 

Estar disponível para a experiência. E

star em contato com o que é vivo, mesmo quando isso inclui desconforto, intensidade ou vulnerabilidade.


O corpo não exige perfeição. 

Ele pede presença.


E, muitas vezes, o retorno começa de forma simples, quase imperceptível.


Uma respiração mais profunda. 

Um pequeno movimento consciente. 

Um instante de pausa para sentir.


Se algo em você hoje pede mais espaço, mais ar, mais vida… talvez não seja preciso buscar fora.

Talvez seja um chamado para voltar.


Voltar ao corpo. 

Voltar ao sentir. 

Voltar a si.


Fico feliz que tenha chegado até aqui!

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Espalhar consciência e afeto é sempre um bom caminho.


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Maria Cecília Fagundes Brasil 

-Psicóloga Clinica | CRP 08/37354
-Psicoterapeuta de Mulheres
-Especialista em Psicoterapia Somática | Saúde Integral
-Especialista em Trauma e Estresse Pós-traumático
-Atendimentos Online

Para me conhecer melhor acesse: https://www.ceciliabrasil.com/psicologademulheres


O corpo guarda memórias que só podem ser libertadas quando encontramos um

espaço de confiança e presença."

(David Boadella)


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PSICÓLOGA & PSICOTERAPEUTA
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