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SE SENTIR SOZINHA: o que a sua solidão está tentando te mostrar

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Há uma solidão que não se resolve com companhia, porque nasce no silêncio entre você e o seu próprio corpo.


A solidão nem sempre acontece quando estamos sozinhas. Há mulheres cercadas de pessoas, em relações e rotinas preenchidas, e ainda assim algo dentro permanece vazio, distante, silenciosamente isolado.


É uma solidão difícil de explicar. Não se trata de falta de conversa nem de ausência de companhia. Trata-se de ausência de conexão. E, muitas vezes, essa desconexão não começa fora, mas dentro.


Na psicoterapia somática, compreende-se que o corpo é o primeiro lugar onde a vida acontece e também onde a desconexão se instala. A solidão pode ser percebida fisicamente como um aperto no peito, um vazio no ventre, uma respiração superficial ou até uma sensação de estar distante, mesmo estando presente.


É como se algo dentro de nós tivesse se retraído. Como se uma parte tivesse aprendido, em algum momento da vida, que não era seguro estar totalmente aqui. E então o corpo se adapta, se protege, se fecha e se distancia.


Essa solidão nem sempre é apenas individual. Muitas vezes, ela nasce das relações que tivemos ao longo da vida. Pode surgir de momentos em que não fomos vistas, não fomos escutadas, fomos invalidadas em nossos sentimentos ou aprendemos que precisar de alguém era algo perigoso. Em algumas situações, sentimos que precisávamos nos adaptar para sermos amadas.


Diante dessas experiências, o corpo aprende padrões profundos, como a ideia de que é mais seguro não depender, melhor não sentir tanto e  dar conta de tudo sozinha. Assim, mesmo quando alguém se aproxima, algo dentro ainda não consegue receber de verdade.


Essa é uma das formas mais silenciosas de dor, quando estamos em uma relação e, ainda assim, nos sentimos sós. Isso costuma acontecer quando não conseguimos nos expressar com verdade, quando não nos sentimos emocionalmente seguras, quando nos moldamos para caber ou quando estamos presentes fisicamente, mas ausentes de nós mesmas.


Nesses casos, a solidão não está relacionada à ausência do outro, mas ao fato de não estarmos inteiras em nós.


Existe, porém, um caminho de retorno, e ele não começa fora. Começa no corpo. O oposto da solidão não é necessariamente a companhia, mas o pertencimento, e o pertencimento nasce dentro.


Quando você começa a respirar com mais presença, perceber suas sensações, reconhecer suas emoções e se escutar sem julgamento, algo muda. O corpo deixa de ser um lugar estranho e passa, aos poucos, a se tornar casa.


A solidão, então, pode ser vista de outra forma. Ela não é um erro, mas um sinal. Um chamado interno para reconexão. É como se dissesse para você voltar, habitar a si mesma e olhar para aquilo que precisa ser encontrado, em vez de evitado.


Um exercício simples pode te ajudar nesse processo:

Sente-se em um lugar confortável.

Leve uma mão ao coração e outra ao ventre.

Respire lentamente.

E, sem pressa, pergunte:

“Eu estou comigo agora?”

Observe o que surge.

Sem corrigir. Sem forçar.

Apenas fique.

Se houver distância, não lute contra ela.

Aproxime-se com gentileza.

A reconexão não acontece pela força, mas pela presença.

E agora se pergunte e reflita:

Em quais momentos eu sinto mais solidão?

Ela surge na ausência… ou na presença de alguém?

Eu sinto que consigo estar comigo mesma?

O que, em mim, ainda precisa ser encontrado?


A solidão que dói não vem da falta do outro, mas do afastamento de si. E o caminho de volta não exige pressa, exige presença. Aos poucos, o corpo pode reaprender a confiar.


Quando isso acontece, algo silencioso floresce. Você deixa de buscar fora aquilo que começa a existir dentro. E então, mesmo estando só, você já não se sente sozinha.


Se esse texto fez sentido para você, vale a pena compartilhar com outras mulheres que também podem se reconhecer nele.



Fico feliz que tenha chegado até aqui!

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Espalhar consciência e afeto é sempre um bom caminho.


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Maria Cecília Fagundes Brasil 

-Psicóloga Clinica | CRP 08/37354
-Psicoterapeuta de Mulheres
-Especialista em Psicoterapia Somática | Saúde Integral
-Especialista em Trauma e Estresse Pós-traumático
-Atendimentos Online

Para me conhecer melhor acesse: https://www.ceciliabrasil.com/psicologademulheres


O corpo guarda memórias que só podem ser libertadas quando encontramos um

espaço de confiança e presença."

(David Boadella)



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Me identifiquei muito com esse texto.

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PSICÓLOGA & PSICOTERAPEUTA
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