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COMO O AMBIENTE MOLDA NOSSOS ESTADOS EMOCIONAIS

  • há 50 minutos
  • 4 min de leitura
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Antes de sabermos o que sentimos, o ambiente já tocou o nosso corpo.


Existe um momento sutil, quase imperceptível, em que o corpo pressente antes que a mente compreenda. Uma sala abafada, um olhar que pesa, uma notícia que chega, o ritmo da casa, o tom das conversas, a forma como alguém nos toca… tudo isso nos atravessa antes mesmo de nos darmos conta.

O ambiente é o primeiro terapeuta do corpo. Ele regula, desregula, expande, contrai, acende ou silencia partes inteiras de nós.

Enquanto crescíamos, foram os ambientes e não as palavras que ensinaram nosso corpo a se defender, a acelerar, a esconder emoções, a ter segurança, a desconfiar ou a confiar. E na vida adulta, continuamos reagindo a esses campos invisíveis, mesmo quando não percebemos.

Ambiente não é apenas espaço. É campo. É clima. É presença. É história. É o que vibra entre as pessoas e o que respira dentro de nós.


Temos vários tipos de ambientes:


1. Ambiente externo: espaços que acolhem ou tensionam

Alguns ambientes são como um abraço. Outros, como um alerta silencioso, e o corpo sente a diferença.

• em espaços ruidosos, ele acelera.

• em ambientes desorganizados, ele dispersa.

• em lugares frios emocionalmente, ele se contrai.

• em casas amorosas, ele relaxa.

• em ambientes controladores, ele encolhe.

• em espaços com beleza e calma, ele respira melhor.


Ambientes são mensagens. Eles comunicam “você pode ser você aqui” ou “se esconda para caber”.

Mesmo quando estamos “acostumados”, o corpo não mente. Ele sempre revela o impacto.


2. Ambiente relacional: o ar que existe entre duas pessoas

O ambiente também é o clima emocional que se cria no encontro entres as pessoas.

As relações moldam nossos estados emocionais tanto quanto os espaços físicos. Nossas células sabem reconhecer:

• diálogos que elevam.

• olhares que diminuem.

• sintonias que nos acolhem.

• tensões que nos desorganizam.

• presenças que aquecem.

• ausências que ferem.


O corpo registra tudo. E reage.

Muitas mulheres carregam na musculatura um mapa inteiro de ambientes emocionais disfuncionais: casas onde não podiam chorar, famílias onde precisavam se calar, relacionamentos onde sua sensibilidade era ridicularizada ou usada contra elas.

Ambientes que constroem. Ambientes que ferem. Ambientes que libertam.


3. Ambiente interno: o lugar onde habitamos dentro de nós

Existe um lugar que nunca deixamos: o ambiente interno.

É ali que as memórias ecoam, que as crenças sussurram, que os medos se movem, que as emoções respiram.

• Se crescemos em ambientes críticos, aprendemos a ser críticas conosco.

• Se vivemos em ambientes acelerados, reproduzimos aceleração mental. 

• Se fomos moldadas por ambientes que exigiam perfeição, o corpo carrega a tensão do inadequado.


Nosso ambiente interno é o reflexo do que nos moldou, mas também pode se tornar o reflexo do que estamos escolhendo hoje.


4. O corpo como sensor de ambientes

O corpo não é apenas um receptor: ele é um radar sensível.

Ele percebe microclimas emocionais: a energia de um lugar, a agressividade contida em alguém, o excesso de estímulos, a falta de descanso, a vibração espiritual de um espaço.

O corpo capta o que ainda não sabemos nomear, como:

• aperto no peito.

• respiração curta.

• tensão no ventre.

• rigidez no maxilar.

• cansaço ao entrar em certos lugares.

• leveza ao estar com certas pessoas.

São respostas somáticas que revelam o impacto do ambiente antes mesmo da consciência.


Trago aqui um EXERCÍCIO PRÁTICO, que se chama: “O mapa silencioso dos ambientes”

Escolha três ambientes que você frequenta: casa, trabalho, uma relação, um grupo, um consultório, uma casa religiosa...

Para cada um, observe:

  1. Como meu corpo entra? (contraído, acelerado, receptivo, cansado?)

  2. Como meu corpo sai? (mais leve? mais tenso? mais vivo? mais apagado?)

  3. Onde sinto minha respiração?

  4. Meu corpo está se defendendo ou se abrindo?

Anote sem julgar. Apenas veja o que é verdade.


Faça uma reflexão terapêutica:

Que ambientes moldaram a mulher que você é hoje? 

Quais te feriram? 

E quais ajudaram você a florescer?

Que ambientes você ainda tolera mesmo sabendo que sua alma encolhe neles? 

E quais você intui que precisa criar, dentro e fora, para respirar com mais presença e verdade?


Ambientes curam. Ambientes ferem. Ambientes transformam.

E o primeiro ambiente que precisa mudar é sempre aquele que fazemos dentro de nós.

Quando reorganizamos o interno, passamos a escolher melhor o externo. E quando os dois se alinham, o corpo finalmente descansa. E a alma retorna.



Fico feliz que tenha chegado até aqui!

Se este conteúdo tocou você de alguma forma, comente e compartilhe com outras pessoas.

Espalhar consciência e afeto é sempre um bom caminho.


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Maria Cecília Fagundes Brasil 

-Psicóloga Clinica | CRP 08/37354
-Psicoterapeuta de Mulheres
-Especialista em Psicoterapia Somática | Saúde Integral
-Especialista em Trauma e Estresse Pós-traumático
-Atendimentos Online

Para me conhecer melhor acesse: https://www.ceciliabrasil.com/psicologademulheres


O corpo guarda memórias que só podem ser libertadas quando encontramos um espaço de confiança e presença."

(David Boadella)

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PSICÓLOGA & PSICOTERAPEUTA
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